Uma inovação chamada arboarquitetura

A sustentabilidade vem ganhando cada vez mais espaço ao longo das últimas décadas. A preocupação com o meio ambiente no qual vivemos tem sido crucial na hora de idealizar alguns projetos e soluções inovadoras. Pensando na coexistência da humanidade com a natureza e buscando uma aliança entre as duas partes envolvidas, uma técnica desenvolvida pelo arquiteto Dr. Ferdinand Ludwig vem chamando a atenção para uma nova forma de construir: a arboarquitetura.

Essa tal de arboarquitetura nada mais é do que construções que utilizam elementos vivos (árvores) na sua estrutura. Falando assim parece até simples, mas foram necessários anos de estudo, testes, e muita paciência para que algum resultado pudesse ser observado.

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As árvores são moldadas através de uma série de processos como poda, flexão, enxertia e tecelagem, resultando em um verdadeiro elemento estrutural. Apesar de haver intervenção humana, o processo de enxertia citado pode acontecer naturalmente na natureza, quando troncos, ramos ou raízes próximas se fundem, unindo suas seivas.

Esse sistema de construção conhecido como “Baubotanik” é muito mais sofisticado do que aparenta. Ele começa acompanhando o crescimento das árvores, que são condicionadas para suportar o peso da estrutura que será construída. Nas áreas em que a sustentação de carga será maior, são colocados pesos para que o tronco engrosse. Com o passar do tempo, as árvores envelhecem, mas suas articulações continuam a se fortalecer, suportando cada vez mais carga.

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Nem todas as espécies adaptam-se ao processo. As opções consideradas ideiais devem ser flexíveis e vigorosas, com cascas finas que podem ser facilmente enxertadas, como o salgueiro (Salix), o sicômoro / plátano (Platanus), o álamo (Populus), o vidoeiro (betulus), e o choupo-branco (Carpinus).

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Após muitos imprevistos, o arquiteto e sua equipe foram realizando uma série de aprimoramentos e resolvendo os problemas através do replantio seletivo e adaptações técnicas. Sendo assim, desenvolveram um sistema para cortar e replantar certas árvores sem afetar a vitalidade geral da estrutura.

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Para Ludwig, as árvores mesmo como elementos estruturais, são seres vivos e devem ser tratadas como tal. É necessário respeitar esse fato na elaboração das regras do biodesign, que devem ser derivadas das regras botânicas de crescimento. Afinal, “se você não respeita as regras de crescimento em seu design, a estrutura da planta não vai crescer como você quer e pode até morrer”.

O que você achou? Será que teria isso no seu jardim?

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