Fachadas inteligentes

As fachadas compõem uma parte quase que fundamental nas construções. Seja por uma questão estética ou funcional, a fachada nos mostra a identidade de cada prédio, de cada casa. Algumas fachadas chamam a atenção por serem funcionais e não apenas elementos na paisagem. São as chamadas fachadas inteligentes. Vamos conhecer duas delas agora.

Nosso primeiro exemplo de hoje está localizado na cidade do México, no edifício que abriga o Hospital Manuel Gea Gonzales. Para ajudar a combater o alto nível de poluição da cidade, os arquitetos utilizaram um produto inovador na fachada: o Prosolve370e. Esse novo tipo de cerâmica desenvolvido pelo escritório Elegant Embellishments, é revestido com dióxido de titânio, uma substância que é capaz de reduzir 98% dos compostos orgânicos voláteis que entram em contato com a estrutura.

O painel de 2500 m² é composto por módulos encaixados uns aos outros e parafusados à estrutura de aço fixada no corpo do hospital. Além de conseguir neutralizar a poluição de até 1000 veículos, o elemento ainda ajuda no sombreamento do edifício, diminuindo a necessidade da utilização de ar condicionado. Outra característica desse produto inovador é o fato dele ser autolimpante, pois possui propriedade hidrofílica (repele substâncias oleosas e reage bem com a água), assim evitando o desperdício de produtos de limpeza.

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Da Cidade do México para Abu Dabhi, nosso segundo exemplo traz uma estrutura inovadora de fachada inteligente. Os arquitetos enfrentam grandes desafios para construir edifícios altos no clima extremo de 37º C, com ventos de areia e 0% de probabilidade de chuva. A areia pode comprometer a integridade estrutural do edifício, e o conforto do ambiente interno pode ser muito prejudicado pelo intenso calor e claridade, se o projeto não for bem planejado.

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Pensando em todos esses aspectos, os arquitetos de Aedas projetaram as Torres Al Bahar com 145 metros de altura e contando com um sistema de sombreamento desenvolvido por uma equipe de design computacional. A fachada das torres é composta por painéis triangulares feitos de fibra de vidro que são programados por um computador central para fechar durante a noite e abrir pela manhã, seguindo o movimento do sol. Com essa tecnologia foi possível diminuir o uso de aparelhos de ar condicionado, pois ela reduz em mais de 50% os raios solares.

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Além disso, a sua capacidade de filtrar a luz tem permitido aos arquitetos serem mais seletivos na escolha do vidro. “Isso nos permite usar de forma mais natural um vidro fumê, que permite uma entrada maior de luz no interior e diminui necessidade de luz artificial.  Trata-se de utilizar uma técnica antiga de uma maneira moderna, que também responde à aspiração dos Emirados Árabes de assumir um papel de liderança no campo da sustentabilidade “, diz Peter Oborn de Aedas.

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