O espaço de trabalho: uma história de poder, produtividade e princípios. Parte 03

Enfim chegamos a era dos escritórios “modelos”, locais onde muitas pessoas sonham em trabalhar. Hoje as infindáveis horas trabalhando em um cubículo parecem coisa do passado, apesar de ter gente que prefira trabalhar assim por um sentimento de privacidade. Como trabalhar em um ambiente aberto, cheio de pessoas, fazendo coisas diferentes?

Há 30 anos o uso do computador se tornou imprescindível em um escritório, mas será que amanhã ele continuará tendo o mesmo espaço que tomou nos dias de hoje?

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1990: A informalidade das empresas de tecnologia

A tecnologia passa a ocupar um lugar central no trabalho e nas aspirações de carreira. Voltadas para a inovação, as empresas americanas do Vale do Silício simulam ambientes de campi universitários e influenciam companhias do mundo todo. O design do escritório passa a funcionar como uma propaganda de um suposto clima de trabalho feliz que a empresa proporciona.

A hierarquia diminui. Os funcionários são estimulados a pensar como donos do negócio. A competição faz aumentar a demanda por educação: só os brilhantes se destacam. As jornadas de trabalho incham e o ambiente amigável não disfarça a pressão por resultados — tanto de chefes quanto de colegas.

As figuras de Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg, que tiveram ideias geniais ainda jovens e ficaram bilionários, fazem com que os profissionais acreditem que podem enriquecer com uma ideia inovadora. Os recém-formados querem abrir a própria empresa rapidamente. O profissional é visto como parceiro, que participa ativamente da implementação da estratégia e tem parte de sua remuneração atrelada aos resultados. Algumas empresas esperam dedicação até nos momentos de ócio. Por que não trabalhar 96 horas por semana como Steve Jobs exigia de seus funcionários?

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Anos 2000 para frente

Nem todos podem ter um escritório gigante como a Google, nem ter salas coloridas ou temáticas, mas todos querem trabalhar com conforto e nem de longe pensam em salas mal iluminadas ou cubículos apertados em suas vidas. Existem até as pessoas que preferem ficar em casa, trabalhando nos home offices. Mas independente de tudo, hoje sabemos que o trabalho em escritório não é mais feito de forma seriada e repetitiva.

Kinzo_Soundcloud, Berlin

Algumas palavradas da vez são criatividade e flexibilidade. “Do ponto de vista da setorização e layout uma das decorrências imediatas é a proposição de tipos intercambiáveis de estações de trabalho. Que podem atender: a atividade individual e concentrada; a permanência temporária do funcionário itinerante e o uso compartilhado; reuniões de variados tipos, para duas, quatro ou muito mais pessoas, informais ou formais, com clientes ou consultores, entre profissionais de cargos distintos; a tomada rápida de decisões ou o estímulo a novas ideias; atividades privativas e de curta duração; momentos de relaxamento e descontração, com a interface com dispositivos portáteis” – diz Daniel Castilhos.

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Somando-se a isso hoje os escritórios colaborativos, chamados de coworking estão cada vez mais tomando seu espaço. As pessoas não precisam mais trabalhar sozinhas, ou em um ambiente com somente um tipo de profissional. Nesse estilo de trabalho diversos profissionais de áreas distintas podem trabalhar em um mesmo local, em projetos juntos ou cada um por si. Mas a troca de experiências que este espaço proporciona é extremamente saudável para cada pessoa. Ao invés de cada um ter o seu espaço e gastar com aluguel e demais aspectos administrativos, todos se juntam e usam o espaço coletivamente.

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Nada mais lembra os espaços impessoais e racionais de 50 anos atrás. Mas a descontração ou flexibilização do trabalho deve ser vista com cautela. É sabido que em países desenvolvidos isso pode funcionar muito bem, porém em um regime livre de trabalho é preciso ficar ciente dos deveres e obrigações de cada profissional para que o trabalho não vire uma colônia de férias.

    Kinzo_Soundcloud, Berlin

É difícil dosar entre os lados. Tudo depende da interação entre os funcionários, tipo de empresa e principalmente o estilo do chefe. Caso ele não goste de um escritório mais “descolado” prepara-se para trabalhar em um cubículo 10h por dia.

Não há respostas fáceis, mas sabe-se que o ambiente influencia muito na produtividade individual, mas cada pessoa deve procurar o trabalho que gosta de fazer. Não há dinheiro no mundo que fará você feliz se você odeia o que faz. Então busque qualificação e algo que torne seu dia melhor para poder trabalhar com mais vontade.

Boa sorte!

Fontes: Exame, ArcoWeb e Achitizer

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