O espaço de trabalho: uma história de poder, produtividade e princípios. Parte 02

Depois dos escritórios se popularizarem ao redor do mundo, muitas mudanças aconteceram rapidamente, seja na disposição das mesas até o formato dos prédios que abrigavam esses locais de trabalho. Nesse meio tempo nasceram os arranha céus.

Ao contrário do Taylorismo os projetos passaram a considerar o psicológico e o social para motivar os trabalhadores. Desta maneira espaços passaram a ser confortáveis e representativos, mas sem deixar de serem ao mesmo tempo muito bem hierarquizados.

1950: A era dos arranha-céus

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O profissional de escritório tornou-se o típico representante da classe média americana. Ele acreditava no sonho de que o trabalho pode levar à riqueza. O avanço da engenharia civil permitiu a construção de prédios mais altos e com janelas maiores. O arranha-céu se tornou metáfora de sucesso e poder: só os melhores chegam ao topo.

Começou a haver o entendimento de que um ambiente confortável proporciona maior produtividade. Chefes buscavam se aproximar dos subordinados amigavelmente. Mulheres passaram a ter as mesmas funções, mas com salários menores.

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Um dos avanços tecnológicos que permitiu o aumento do tamanho dos escritórios foi a luz fluorescente, fazendo com que as salas chegassem a até 20 metros de profundidade. Nasce também nessa época a figura da secretária, que era quase como uma “esposa” do chefe, já que chegava a ficar responsável pelas compras da casa e até cuidar da decoração.

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1960-1980: O nascimento da baia

Nos anos 60, teóricos da gestão, como o austríaco Peter Drucker, começaram a imaginar outras possibilidades da organização do espaço de trabalho para ir além das mesas controladas por chefes. A data coincide com o aparecimento do termo “profissional do conhecimento”, para designar as pessoas que são pagas para pensar.

O economista e professor americano Douglas McGregor foi um dos primeiros a defender que o trabalho tem de ser prazeroso. O desafio era construir um espaço que fosse, ao mesmo tempo, aberto e privado.

O uso da baia é uma maneira de reforçar a autoridade e isolar os funcionários: cada um trabalha individualmente. Os profissionais almejam chegar à chefia para ter uma sala própria — e arejada. Teve início a discussão sobre a desumanização que o trabalho provoca.

Nessa nova tipologia a premissa é permitir absoluta versatilidade, possibilitando a mudança de equipes de trabalho. Assim as vedações verticais foram eliminadas e os escritórios iam até a profundidade máxima permitida pela estrutura. Tais espaços deixaram de possuir uma hierarquia e passaram a ser organizados de acordo com os fluxos de informação.

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Nos anos 70, o computador começou a ser usado como equipamento de controle de dados. Na década seguinte, os computadores pessoais foram instalados nas mesas de trabalho. A partir dessa época o computador entrou com tudo em nossas vidas, tanto em casa quanto no trabalho. E já não vivemos sem eles.

Os escritórios que antes eram um lugar de trabalho “forçado” passaram a tentar ser o mais prazerosos possíveis. Surgem algumas décadas depois os escritórios padrões “Google”. Tema para o próximo e último post.

Fontes: Exame e Arqteoria

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