O espaço de trabalho: uma história de poder, produtividade e princípios. Parte 01

O mundo dá voltas. Isso todo mundo sabe, mas houve uma época que os escritórios como conhecemos surgiram para suprir a demanda de trabalho das empresas. Mas até nos dias de hoje, será que o local onde você trabalha é o melhor para realizar suas funções, ou ainda há empresas paradas no tempo?

Confira logo abaixo como nasceu a divisão de espaços para as pessoas realizarem suas tarefas diárias.

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1850: A pré-história do escritório

Até meados de 1800, a ideia de escritório não existia. A situação mudou quando banqueiros e advogados passaram a precisar de espaço para exercer suas atividades e de assistentes com quem pudessem dividir tarefas. A partir de 1860, surgiram os copistas, contadores, bancários e advogados.

O aumento da população de funcionários obrigou os empresários a procurar espaços para abrigá-los. Foi um tempo glorioso para o escritório, que nascia como opção decente ao trabalho braçal.

Chefes e subordinados sentavam lado a lado, o que estreitava as relações e não havia distinção entre vida profissional e pessoal. A ascensão dependia da simpatia — e não era raro que um subordinado casasse com a filha do patrão.

Em inglês, clerk é o termo usado até hoje para designar qualquer pessoa que tenha nível subalterno na gestão, do analista ao gerente. Essa figura surgiu por volta de 1850. Nasceu com ele a ideia de crescer na carreira.

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1900: Nasce o espaço de trabalho

Entre 1860 e 1920, o capitalismo moderno se desenvolveu e o número de profissões especializadas se multiplicou. Com o aumento da burocracia, cresceu a demanda por profissionais: nos Estados Unidos de 1860, 750.000 pessoas trabalhavam em escritórios. Em 1910, o número saltou para mais de 4 milhões. E era necessário ter espaço para abrigar muita gente.

As mulheres ingressavam no mercado de trabalho em cargos subalternos, como secretária. Eram vigiadas pelos homens. Na Larkin, elas se sentavam no salão principal, no meio das mesas coletivas, ao alcance da supervisão masculina.

Telefone e telégrafo se tornaram comuns e permitiram que os escritórios ficassem em espaços separados das fábricas. Os armários de ferro (tipo arquivo), criados em 1880, se popularizaram, pois guardavam mais documentos e eram mais seguros contra incêndios, em comparação.

O dono começou a precisar de ajuda para controlar os funcionários. Surgiu a figura do supervisor, um intermediário na hierarquia. Era necessário comunicar as diferenças de status. Uma mesa de qualidade superior cumpria essa função.

A cidade de Chicago nos Estados Unidos, com sua posição geográfica estratégica desenvolve e consolida a tipologia vertical: reduz as distâncias dos operários com recursos verticais mecanizados, o elevador. Outra evolução nas construções verticais foram o uso de estruturas metálicas, que são soluções melhores das utilizadas anteriormente, evitando que incêndios alastrassem rapidamente.

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Nas décadas seguintes os escritórios começam a se especializar e os prédios ficam cada vez mais altos, ganhando o nome de “arranha céus”. Mas a continuação dessa história fica para a próxima parte do post.

Não perca!

Fontes: Exame e Arqteoria

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