Bibliotecas pelo mundo #04

Com certeza no quesito “chamar a atenção” essa biblioteca ganha vários pontos. Projetada por Rem Koolhaas, a Biblioteca Central de Seattle, nos Estados Unidos se destaca no meio da cidade pela sua estrutura, suas cores e sua beleza brutalista. Veja o post e comente!

Difícil achar uma única palavra para descrever esse projeto. Situada entre as ruas Spring e Madison, esta biblioteca inaugurada em 2004 ainda arranca suspiros de muitas pessoas. Como muitas pessoas William Dietrich, que escreve para a revista The Seattle Times, ao ver pela primeira vez uma imagem do projeto pensou logo em seguida: “mais uma obra que somente pensou na forma e esqueceu da função”.

Mas esse não é o caso de Rem Koolhaas neste projeto. Segundo o arquiteto um prédio não precia ser necessariamente uma caixa, onde a função é forçada a caber no espaço, mas sim um espaço que pode se expandir aqui e se contrair ali para que se a função possa se encaixar.

Mesmo possuindo 11 andares, a Biblioteca de Seattle é monumental, porém com um espaço projetado para acomodar as pessoas, ao invés de intimidá-las. As fachadas de vidro não são frias, mas sim íntimas. O resultado não é somente um local onde há livros, mas sim um espaço comunitário, aberto a todos, no meio de um quarteirão cheios de arranha-céus. Pelos seus cantos, ângulos e quebras, a estrutura brinca com a luz, mundando a cada nuvem, sol, neve ou sombra vinda dos prédios ao seu redor.

Estando dentro da biblioteca, até mesmo uma pergunta paira no ar: “como as pessoas vão prestar atenção nos livros”? Afinal, são 34 mil metros quadrados construídos para se olhar ao redor.

Após entrar em um prédio, normalmente você já sabe o que vai encontrar passando a recepção. Andar sobre andar, um igual ao outro. Mas com certeza você precisará de algumas visitas para conhecer e se entreter com os 11 andares diferentes dessa biblioteca. Tirando vantagem das vistas, da luz ou do tipo de pessoa que frequentará o espaço, o projeto tem por exemplo a sala de leitura infantil feita num formato de caverna, enquanto que o espaço adulto desfruta do topo do prédio como se buscasse o céu como limite.

Estantes em espiral (para que a sequência dos livros seja contínua), salas de estar, computadores, bolhas e escadas coloridas, balcões e plataformas psicodélicas são somente alguns itens que você ira encontrar por lá.

Na era da informação rápida, a biblioteca foi projetada para que você não perca tempo procurando livros. Tudo conectado, com alta tecnologia de devolução de livros, intercomunicadores e busca avançada.

Fazer tudo isso não foi um trabalho fácil. Joshua Ramus, arquiteto do escritório OMA, foi responsável por pegar a teoria de Koolhaas e tranformá-la em dados e custos propriamente ditos, para dar vida a obra. Tudo isso em 12h, 14h de trabalhos diários por 5 anos!

Sobre a biblioteca, a bibliotecária Deborah Jacobs, que trabalha desde a abertura do projeto, comenta que “mesmo se as pessoas a odeiem como um edifício, após entrarem elas vão adorá-la como o edifício“.

Há inúmeros detalhes pensados, como os banheiros na linha de visão dos funcionários, afinal a biblioteca é publica e espaços fechados podem gerar problemas; escadas coloridas para que as pessoas as achem mais facilmente; 5 mini estações de aquecimento e resfriamento, ao invés de somente uma grande estação, para zoneando e controle do clima interno, fazendo com que as lajes sejam mais finas por ter dutos menores; piso elevados; casca de vidro que deixa o sol entrar no inverno e o barra no verão e assim por diante.

Uma fina malha metálica filtra os raios solares a 90 graus, deixando somente a luminosidade entrar

Claro que a biblioteca não é perfeita, tem os seus problemas sim. Mas vale a visita para conhecer cada canto, pois o espaço pede para ser explorado. Cada área possui uma surpreendente perspectiva e para evitar se perder, o designer Bruce Mau projetou diversos sinais e “pistas” para que as pessoas possam se locomover melhor dentro da biblioteca.

Segundo Ramus, você precisa “ler o prédio”. Uma boa metáfora para um local de leitura. E você, o que achou?

Fontes: aqui, aqui e aqui

Leia também:

Bibliotecas pelo mundo #03

Uma cafeteria diferente…

Um armário do tamanho de uma folha de papel

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4 responses to “Bibliotecas pelo mundo #04

  1. Ótima referência! Teremos mesmo que projetar uma biblioteca para um concurso e os projetos de Koolhaas são importantes para pesquisa.

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