Bibliotecas pelo mundo #02

Esta biblioteca é o resultado de esforços de muitas pessoas para renovar um espaço muito importante para uma faculdade. Ter uma boa biblioteca é um fator motivacional para que os estudantes melhorem seus estudos. Confira!

O local onde está situada a Biblioteca Thompson da Universidade do Estado de Ohio, em Columbus, tem um papel central na vida do campus. Depois de muitas renovações e adições ao longo dos anos, ela acabou perdendo muitos dos detalhes arquitetônicos da sua valiosa história para a universidade.

Mas a reforma completa (a terceira que a biblioteca sofreu), devolveu boa parte dos espaços originais do projeto, além de inserir novas soluções para a melhoria de toda infra estrutura.

As coleções e serviços prestados cresceram significamente nos últimos anos e estavam competindo por espaço. Os espaços reservados para os leitores começou a ser literalmente empurrado para cantos escuros da biblioteca e com isso ela passou a perder a imagem de algo atrativo.

A partir desse ponto uma equipe foi criada para conceber um centro onde os estudantes pudessem voltar a estudar e passar o tempo enquanto estivessem na universidade. Um local bem projetado, iluminado, inovador, flexível e feito para atender o seu propósito. Os projetistas pensaram em um prédio para unir os estudantes através da arquitetura, preenchendo por completo a missão de uma biblioteca, localmente e historicamente.

Foram 20.160m² reformados e ainda houve um acréscimo de 8.361 m2 de área construida, afinal eram mais livros, mais pessoas e mais espaços necessários. Hoje o volume de livros passa de um milhão de exemplares, além de coleções especiais. Ainda há 230 computadores para uso livre e internet wifi por toda biblioteca.

Segundo Carol P. Diedrichs, diretora da bilioteca, os atuais estudantes ficaram impressionados com a renovação pela qual o espaço passou e como o design de todo o local uniu todos os compenentes perfeitamente, o que só aumentou a visão da universidade em ter uma biblioteca de nível mundial que providencia uma das melhores coleções de livros e serviços do país.

Os assentos passaram de 850 para 1800, entre vários espaços para diversos fins, tipos de estudo ou situações.

Foi um desafio fazer um prédio que voltasse a ser um “amigo” do campus, depois de anos degradado, disse Diedrichs. Mas com um bom investimento, decisões difícies e trabalho duro, um espaço público foi criado para devolver a comunidade o hábito da leitura e fazer com que a biblioteca se tornasse a casa dos estudantes. O investimento foi de U$108,7 milhões em todo o projeto e foi concluído em 2009.

No grupo que renovou a biblioteca estão: A universidade do Estado de Ohio, em parceria com a Gund, o escritório Acock e associados, as empresas de construção Turner e Smoor, a empresa de engenharia Heapy, a Schooley Caldweel e associados, a LAM Partners e a Shelly Baumann Hawk.

Um dos exemplos do que a reforma fez, foi fazer com que esse grande salão voltasse a forma original. Em 1966 o salão foi divido em dois andares, por pensarem que era um desperdício de espaço para guardar livros. Chegaram ao cúmulo de fechar as janelas com tijolos de acordo com o “novo projeto de interior” da época. Ainda bem que o trabalho de restauração foi bem feito e um espaço magnífico como esse foi devolvido aos alunos.

Com o passar dos anos, o uso, costumes e a vida dos estudantes mudou muito. A definição de “biblioteca” também mudou e hoje não pode ser somente um espaço para armazenar livros. Com o mundo digital, podemos até pensar que as pessoas não buscam mais por livros, mas o fato é que o toque e a sensação de ter um livro nas mãos nunca vai ser copiada.

Mas o que os estudantes buscam na hora de estudar? A resposta mais simples nem sempre é a mais fácil de se resolver. Cada um tem o seu estilo de ler, estudar, descansar e para isso o espaço precisa ser flexível. O local precisa ser prático, de fácil acesso e com atrativos para deixar o usuário confortável.

Por isso, no século 21, os estudantes são atraídos por locais inspiradores, não somente prateleiras com livros. É necessário ter assentos confortáveis, internet, tomadas para computadores pessoal, cafés e até mesmo espaços para tirar uma soneca ou ver um filme entre uma aula e outra.

Uma biblioteca que pode suprir essas necessidades torna-se rapidamente o coração da faculdade, onde os estudantes passarão boa parte da sua vida estudantil, instigando a leitura, não somente sobrevivendo as mudanças do tempo, mas também adaptando-se a a elas.

Fonte: Chronicle.com, bfhstudios.com, scup,org

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2 responses to “Bibliotecas pelo mundo #02

  1. minha prateleira de livros me dá uma tranqüilidade imensa, uma sensação de pertencimento, mas faz séculos que não vou a uma biblioteca. talvez seja o fato de não ter uma biblioteca tão boa perto de mim, talvez seja porque a leitura, para mim, é um ato solitário, talvez porque quero ter todos os livros que me foram relevantes.

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  2. Pingback: Bibliotecas pelo mundo #03 | Arquitete suas Ideias·

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